Jogos Rúnicos: O Outro Olho de Odin

quarta-feira, junho 27

Essa é a possibilidade mais simples para prática do Oráculo, consistindo na seleção de uma runa para uma visão global de uma situação inteira. Seu espírito é o mais próximo do julgamento délfico da Grécia antiga e, com ele, pode-se focalizar mais claramente a questão, proporcionando uma nova perspectivas das coisas. De fato, o que se estará fazendo será um convite à mente, para que funcione intuitivamente. 

Em condições prementes, O Outro Olho de Odin é particularmente proveitoso. Talvez se esteja lidando com assuntos que exijam pronta ação, porém a verdade é que não se dispõe de informação suficiente. Para chegar a uma decisão, basta pensar no problema que motivou a consulta — uma dúvida ou uma pessoa — e formular a questão. Depois de algum momento, retira-se uma runa da bolsa. Sua análise oferecerá uma visão geral da situação, incluindo suas perspectivas, sua posição e suas condições atuais. 

Selecionar apenas uma runa é proveitoso não somente em épocas de crise: a técnica é útil sempre que se quiser um panorama global da situação. Enquanto dirigem durante um longo trajeto ou na condução entre casa e trabalho, algumas pessoas mantêm suas runas ao lado delas, sobre o assento. Retirar O Outro Olho de Odin freqüentemente revela o humor num assunto difícil. 

O método de retirada de uma só runa pode conferir distinção a eventos significativos na vida: aniversários, o Ano-Novo, solstícios e equinócios, a morte de um amigo, nascimentos, aniversários de casamento e outras ocasiões especiais.

As Runas: Wyrd

quarta-feira, junho 20

O Destino 

Pronúncia: uírd

Significados Tradicionais: destino, fado, fatalidade 

Desafio: fé e coragem para encontrar seu destino 

Correspondências: 
Fonema: — 
Regência Planetária: Roda da Fortuna 
Pedra: Opala 
Flor: Íris Púrpura 
Número: — 
Classe Social: — 
Cor: — 
Mitos e Deidades: As Nornes 
Tarô: Roda da Fortuna 
Período do Dia: — 

Significados Gerais e Simbólicos: 

Muitos estudiosos e praticantes do Runemal não acreditam no uso da runa em branco. Contudo, há uma corrente inversa, que a utiliza como um 'sinal amarelo': para o praticante parar um pouco de usar as Runas e passar a vivenciar a espera, fora dos confins da divinação rúnica.

A runa em branco é chamada WYRD, que é o nome coletivo dado às Três Nornes, ou Deusas do Destino, da mitologia nórdica. Seus nomes individuais são Urd, Verthandi e Skuld, e elas representam os três aspectos do tempo sempre fluente: Passado, Presente e Futuro. Formam uma Trindade, para sempre se dissolvendo uma na outra. WYRD rege o Carma que cada um acumulou durante sua vida até o momento presente. 

Essa runa indica aqueles eventos que são predestinados ou inevitáveis, e dos quais não conseguimos nos esquivar. Mas não se pode confundir “destino” com “fatalidade”, porque há dois tipos de débito cármico, o agradável e o desagradável. Por isso não é necessário concluir de imediato que o aparecimento dessa runa anuncie uma punição cármica, mais do que um resgate cármico. WYRD significa que, se um certo passo for dado, a vida nunca mais será a mesma. Mas em qualquer evento, a runa em branco é ambígua, já que pode pressagiar tanto uma ocorrência desastrosa, como uma afortunada. Muito depende das runas acompanhantes, para que se possa julgar a vontade ou o anelo de se seguir um determinado curso de ação. 

Por exemplo, se WYRD cair com uma runa relacionada a romance, como GEBO, sugerirá que se está destinado a realizar uma união feliz, que é o resgate de um verdadeiro ou altruísta ato de amor em seu passado. Freqüentemente esse ato constitui a sublimação dos próprios sentimentos, de modo que o ser amado deve estar livre para compreender sua própria versão de felicidade. O que não deve ser entendido é que os protagonistas foram colocados juntos por um laço cármico, que foram feitos “um para o outro”, ou que “estiveram juntos numa vida passada”. Essas coisas acontecem, mas não com a freqüência que as pessoas gostariam de imaginar. 

WYRD, a runa em branco, o nosso destino e a nossa sorte, altera os padrões preestabelecidos, nos deixando a mercê das mudanças bruscas da vida, que tanto podem ser boas como ruins. Quando tiramos WYRD estamos nos aproximando de um daqueles momentos da vida onde a lei da mudança se aplica igualmente a todos os homens. Adapte-se ou pereça, é o que WYRD enfoca. Nossos medos, nossos fracassos, nossos desapontamentos e choques nas relações humanas — tudo aquilo que se destina a nos sacudir e libertar dos costumes aos quais nos agarramos tenazmente, de modo que possamos adotar e aceitar hábitos melhores de crescimento e beneficiarmo-nos deles. 

Visto que a runa em branco expressa aquelas coisas que estão predestinadas ou são inevitáveis, pode representar também qualquer coisa que precisa ser mantida em segredo ou permanecer indesvendada pelo nosso próprio bem. Do mesmo modo, WYRD simboliza aqueles incidentes relativos às vidas privadas de outras pessoas, sobre os quais não se tem o direito de ser curioso, ocupando, de ordinário, lugar proeminente em um lançamento rúnico onde se demanda acesso a informações sobre alguém que não nos diz respeito. 

WYRD representa a senda do Carma — a soma total dos atos de cada um e das conseqüências dos mesmos. Concomitantemente, ela ensina que as próprias dívidas do Carma antigo tomam outro rumo e evolvem, enquanto se segue também outro rumo e evolui. Nem tudo está fadado: os obstáculos do passado podem tornar-se os portais que conduzirão a novos começos.